Quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Após sua saída do Ministério da Saúde, Nísia diz que Lula pediu mudança de perfil à frente da pasta

Em sua primeira declaração após o anúncio da demissão do Ministério da Saúde, Nísia Trindade disse nessa quarta-feira (26) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou querer uma “mudança de perfil” no comando da pasta. O então ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, foi o escolhido para substituí-la.

“A conversa com o presidente tem o tom dele me comunicar sua avaliação desse segundo momento do governo, vamos dizer assim, que ele achava importante uma mudança de perfil à frente do Ministério da Saúde, e me agradecer pelo trabalho realizado”, disse a jornalistas.

Nísia disse estar consciente de que sua demissão não tem relação com a qualidade de seu trabalho e afirmou que Lula avaliou “dimensões técnico-políticas” para tomar a decisão. Ela declarou ainda que a substituição de ministros faz parte da vivência de qualquer governo.

“É a avaliação do presidente. O que eu disse a ele é que ele é um técnico de um time, que isso faz parte da vivência de qualquer governo e nada depõe sobre o meu trabalho”, afirmou.

Nísia e Lula se reuniram na tarde de terça (25), ocasião em que ela foi comunicada de sua saída do primeiro escalão do governo. Ainda segundo a ministra, o petista agradeceu pelo seu trabalho à frente da Saúde.

Ela criticou o processo de ‘fritura’ que foi noticiado nas últimas semanas, diante de especulações da imprensa antes do anúncio ser cancelado por Lula. “Estou me referindo ao processo chamado por vocês de ‘fritura’ na imprensa, isso é inconcebível, não deveria acontecer. Simplesmente se deveria apurar os fatos e não se antecipar decisões que cabem ao presidente.”

Socióloga de formação, Nísia ficou famosa por ter presidido a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entre 2017 e 2022 — período que incluiu os anos críticos da pandemia de Covid-19.

Ela foi anunciada ministra da Saúde ainda durante a transição do governo Lula, como um aceno à comunidade científica e uma tentativa de demarcar a mudança de posição em relação ao governo Jair Bolsonaro e ao negacionismo científico.

No Ministério da Saúde, no entanto, Nísia enfrentou seguidas crises e críticas por não ter o traquejo político necessário para lidar com o maior orçamento da Esplanada dos Ministérios – e com a demanda de parlamentares por emendas e reuniões, por exemplo.

A troca nos ministérios deve ser oficializada em cerimônia de posse marcada para 6 de março. Lula ainda não sinalizou quem deve assumir a pasta das Relações Institucionais no lugar de Padilha. Entre alguns nomes cotados estão o deputado federal José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. As informações são do portal de notícias g1.

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