Sexta-feira, 10 de janeiro de 2025
Por Redação Rádio Pampa | 1 de dezembro de 2022
O segundo gol do Japão contra a Espanha, na tarde dessa quinta-feira (1º), gerou uma dúvida para os espectadores da Copa do Mundo. No lance anterior ao chute que balançou as redes, o VAR (árbitro de vídeo) sinalizou ao juiz que a bola poderia ter saído pela linha de fundo, e portanto o gol seria invalidado.
O que surpreendeu, no entanto, foi o fato de que a bola Al-Rihla, conhecida pelas inovações tecnológicas como os sensores de movimento e de contato internos, não prevê esse tipo de detecção automática nas quatro linhas que contornam o gramado. Portanto, a decisão precisou ser feita pelos operadores do VAR, que decidiram validar o gol depois de rever o lance nos monitores.
Os toques na bola são medidos através de uma unidade de medição inercial (IMU, na sigla em inglês) de 500 Hz, o que significa que cada contato é registrado 500 vezes por segundo.
De acordo com a Adidas, isso auxilia “a informar situações de impedimento, bem como a detectar toques pouco claros, melhorando assim a qualidade e a velocidade do processo de tomada de decisão do VAR”.
A tecnologia foi utilizada, por exemplo, quando os sensores não detectaram a cabeçada de Cristiano Ronaldo no primeiro gol de Portugal contra o Uruguai, e o gol foi dado para Bruno Fernandes, autor do cruzamento.
O que aconteceu no duelo entre Japão e Espanha, na tarde dessa quinta, foi que a posição da bola precisou ser checada através dos operadores do VAR, de maneira manual, e não automática, como acontece nos casos dos impedimentos, por exemplo. Prevaleceu a decisão humana sobre a tecnologia, e o gol foi dado como válido.
Al Rihla
Em março deste ano, a Fifa fez a apresentação oficial da Al Rihla – que significa “a jornada” em português.
A entidade máxima do futebol afirmou que o design foi “inspirado pela cultura, arquitetura, barcos icônicos e bandeira do Catar”. Além disso, ela é sustentável e foi criada com tintas e colas à base de água.
A empresa alemã Adidas foi a responsável pelo design e comercialização da bola. Esta é a 14ª criação respectiva feita para a competição mundial.
“O novo design permite que a bola mantenha uma velocidade significativamente maior à medida que viaja pelo ar. Para o maior palco global de todos os esportes, nos propusemos a tornar o impossível possível com inovação radical, criando a bola mais rápida e precisa da Copa do Mundo da Fifa até hoje”, disse a empresa quando do lançamento da Al Rihla.